Como as empresas de obras conseguem avaliações do Google
Um restaurante vê cem clientes por dia. Você vê vinte por ano. O baixo volume não é desvantagem: obriga a outro método, em que nenhuma obra pode ser desperdiçada.
Vinte obras por ano: como acumular avaliações
Aqui as contas não se parecem nada com outros ramos. Um restaurante pode pedir cem vezes por dia e conseguir duas. Você tem vinte oportunidades por ano, portanto cada uma que perde são cinco por cento do ano. Por isso isto não pode depender de lembrar-se: tem de ser um passo fixo do fecho de obra.
A boa notícia: aqui as avaliações convertem muito melhor. Quem acabou de gastar vinte mil na cozinha escreve longamente como nunca fará um cliente de café — é a maior compra do ano dele e quer contar se valeu a pena. Vinte obras bem feitas dão doze a vinte avaliações longas e concretas, e isso traz mais trabalho do que cem «muito bom» a um restaurante.
O momento de pedir
Este ramo tem a janela mais curta de todos: mal você sai, a obra terminou na cabeça do cliente.
No último dia, logo depois de percorrer a obra com ele. «Veja estes três pontos, tudo como combinámos.» Ele olha, acena, está satisfeito. Esse segundo converte mais do que qualquer outro momento da obra inteira.
Nunca diga «deixe uma avaliação quando puder». O «quando puder» não chega. No dia seguinte está a limpar e a repor os móveis. Não entra na lista.
Não espere pelo pagamento final. Nesse momento pensa em dinheiro, não no trabalho. Tal como na oficina: os dois momentos distam minutos e os resultados não se comparam.
Se não saiu no local, mande uma foto na manhã seguinte. «Ficou assim. Qualquer coisa, ligue-me.» Com o pedido junto. A foto resulta muito melhor do que texto: vê-a e a satisfação volta logo.
Três frases prontas a usar
Os clientes deste ramo têm pouca paciência para floreados. As três são curtas.
«Se ficou satisfeito com o trabalho, dizia isso no Google? O passa-palavra é como arranjamos a obra seguinte.» «Como arranjamos a obra seguinte» é simplesmente verdade, e o cliente sabe que é. É por isso que resulta.
«Se o prazo e o preço lhe pareceram justos, uma linha chega: poupa ao próximo escolher mal.» Dizer «prazo» e «preço» em voz alta indica-lhe sobre o que escrever, e são exatamente as duas coisas que o próximo cliente quer saber.
«Já lhe mandei as fotos. Se tiver um minuto para uma linha no Google, gostava de usar esta obra como referência.» Dá-lhe a sensação de participar, e isso aceita-se mais facilmente do que um favor a seco.
Três armadilhas próprias do setor
Pedir só nas obras que correram perfeitas. Aqui quase nenhuma corre perfeita: há sempre um retoque ou um atraso. Se esperar pela perfeita, não tira uma em todo o ano. Uma obra com um percalço bem resolvido dá a avaliação mais convincente de todas, porque prova que responde quando algo falha.
Deixar que o cliente «escreva depois». Os prazos aqui são longos. Uma semana depois de sair já não se lembra dos detalhes; duas semanas e nem do seu nome. No próprio dia, ou na manhã seguinte.
Pôr só o telefone no cartão. Quase todos os cartões do ramo levam um telemóvel e mais nada. Quando o cliente quer dizer algo bom não encontra onde, e a boa vontade evapora-se. Imprima um código atrás — não custa quase nada.
As duas piores avaliações mais frequentes
«Disseram duas semanas e demoraram cinco.» A queixa número um do ramo. Na resposta não enumere os motivos: materiais, tempo, alterações do cliente. Podem ser todos verdade, e o leitor vê apenas «estes arranjam desculpas». Reconheça primeiro o prazo: «O previsto eram duas semanas e acabámos na quinta. Isso é responsabilidade nossa.» Depois dê uma mudança concreta: «Agora os nossos contratos fixam datas por fases e o que acontece se ultrapassarmos.» Transforme-o numa regra.
«O preço não parou de subir.» Mesma forma da versão da oficina: o problema é o processo, não o valor. Não explique que a parede estava oca. Reconheça a falha de comunicação: «Quando encontrámos o trabalho extra devíamos ter parado, mostrado-lhe e esperado a sua autorização.» Depois a regra: «Tudo o que passe cinco por cento do contrato passa a ser confirmado por escrito antes.» Ao próximo cliente que leia isto só interessa uma coisa: se lhe vai acontecer a ele.
Onde pode estar em trinta dias
Se acabar duas ou três obras por mês e pedir na vistoria final de todas, consegue uma a duas por mês. Parece pouco, mas são doze a vinte por ano — e neste ramo vinte avaliações longas e concretas bastam para segurar a sua posição na pesquisa local.
Outra coisa que resulta especialmente bem aqui: carregue as fotos do resultado na sua ficha de empresa do Google, ao lado das avaliações. Isto decide-se com os olhos, e um antes e depois vale mais do que dez linhas de texto. Ponha o código no verso do cartão e na fatura final — faça-o com o Gerador de QR code para avaliações do Google. Se está a começar e ainda em um dígito, veja de 0 a 50 avaliações do Google em 90 dias. O tratamento completo das queixas de prazo e de preço está em Levou uma estrela. E agora?
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